Alguns dados a seguir:
- Cantora mais popular na América por 50 anos;
- Primeiro álbum que vendeu 1 milhão de cópias e foi em 1936!;
- Mais de 40 milhões de álbuns vendidos ao longo da carreira;
- 14 Grammy’s sendo um “Grammy Lifetime” pelo conjunto da obra; (obs. quando o Grammy foi instituído em 1959 Ella já tinha 26 anos de carreira!)
- 7 condecorações de artes, a mais importante: a National Medal of Arts concedida pelo Presidente Reagan;
- 26 apresentações solo no Carnegie Hall!
- Principais colaborações: Louis Armstrong, Nat King Cole, Duke Ellington, Count Basie (só a realeza!)
- 4 aparições em longa metragens;
O seu material musical está no Smithsonian’s National Museum of American History;
Na vida pessoal, como quase todas,
nasceu em família pobre, porém no Leste, (Newport News, VA.). A família
mudou-se para Nova York e em 1932, depois da morte da mãe em um acidente. Tornou-se
contraventora. Foi recolhida a um reformatório aos 15 anos.
Fugiu e estava na
penúria quando foi descoberta em 1934, em um concurso de calouros no Teatro
Apollo onde curiosamente ia dançar, mas na “hora H” cantou uma canção que
impressionou o grande saxofonista Benny Carter.
Benny a levou para a banda do baterista Chick
Webb, o grande band leader da época que ajudou a lançar sua carreira.
Tímida e
reservada fora dos palcos, tinha perfeita consciência de seu valor à luz dos
refletores, com sua voz e interpretação. Com Webb sua carreira deslanchou.Com a
morte do baterista band leader, Ella nunca mais se ligou permanentemente a uma big
Band.
Com o
advento do estilo de jazz “Bebop” sempre acompanhada dos melhores músicos de
jazz passou a adotar no seu repertório o estilo “scat singing” quando o cantor
não canta a letra mas sim emite sons simulando um instrumento musical.
Em 1946
casou-se com o grande contrabaixista Ray
Brown o que a aproximou do produtor Norman
Grantz que passou a dirigir sua carreira. Passou a se
apresentar com o famoso grupo “Jazz at The Philharmonic (JATP) excursionando
pelo mundo. Foi nessa época também que gravou os famosos Song Books onde
homenageava com sua voz a arte dos grandes compositores e intérpretes da música
norte americana, incluindo Cole Porter,
Duke Ellington, George and Ira Gershwin, Johnny Mercer,
Irving Berlin, e Rodgers and Hart. Duke Ellington e seu parceiro Billy Strayhorn chegaram inclusive a compor canções especialmente
para o álbum que os homenageava. Participava habitualmente dos mais famosos
programas de TV da época.
Ella sofreu com
a segregação como todos os músicos afroamericanos daquele período, mas recebeu
o apoio de muitos artistas da época que lhe abriram as portas para se
apresentar em locais antes proibidos aos não brancos.
Em 1986,
depois de um severo infarto e do diagnóstico de diabetes quando ninguém mais
imaginava que conseguisse ainda gravar e se apresentar pela 26ª. vez no
lendário Carnegie Hall. Com sérios problemas
circulatórios, foi obrigada a encerrar suas aparições nos palcos, vindo a
falecer 3 anos depois em 1996.
Depois de
sua morte, dezenas dos melhores cantores gravaram álbuns em sua homenagem tendo
na banda seus músicos prediletos, alguns recebendo Grammys.
Os 100 anos
do nascimento de Ella Fitzgerald foi lembrado no mundo todo através de muitas
dezenas de shows, exposições e eventos culturais.
Não foi uma
Diva, título tão batido, atribuído imerecidamente a muitas figuras hoje em dia.
A Ella foi atribuído o título de "The
First Lady of Song". Ever.
Escolhi para ilustrar este post dois dos meus temas prediletos interpretados por Ella Fitzgerald acompanhada por trio em album ao vivo lançado póstumamente por ocasião do centenário da "First Lady of Song".
Escolhi para ilustrar este post dois dos meus temas prediletos interpretados por Ella Fitzgerald acompanhada por trio em album ao vivo lançado póstumamente por ocasião do centenário da "First Lady of Song".

Obs: Texto originalmente publicado por mim no "Blog da Nata" em março de 2017
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