quarta-feira, 28 de março de 2018

A MAIOR MÚSICA POPULAR DO MUNDO

A moderna música popular norte-americana - os Standards compostos principalmente entre os entre os anos de 1910 e 1960 nos Estados Unidos, criou um acervo de cerca de 1200 a 1400 canções imortais que sem dúvida formaram a grande contribuição do país à cultura mundial.

2017 marcou os 100 anos da primeira gravação em disco com música de jazz. O cornetista Dominic La Rocca e sua banda, oriundos de New Orleans, realizaram em New York a histórica gravação. Uma banda de brancos, bons músicos, mas ainda sem as características marcantes da música negra que iria se impor a seguir.

O Jazz formatou e deu acabamento à moderna música popular norte-americana que é muito maior que ele. No mundo inteiro ela pode ser ouvida. Mesmo em locais onde não se fala inglês e não se conhece ou até se execra sua cultura, as canções são ouvidas e muito apreciadas.

Uma música verdadeiramente democrática, assim como o país não nasceu “do nada”.

Já no tempo das primeiras levas migratórias para a Virginia no séc. XVII os rudes colonos que lá se instalaram, almejavam uma vida semelhante à dos burgueses ingleses. Entre outras regalias, importaram instrumentos musicais como alaúdes, violinos, oboés e espinetas para o entretenimento.

Mas a música inglesa não foi transplantada para o novo mundo. A música que se ouvia era derivada dos madrigais e salmos cantados nas igrejas, com letras diferentes que refletiam a nova vida na colônia.

Foi na Nova Inglaterra que se formou a primeira escola de canto, uma instituição puritana, que ensinava o canto dos Salmos, Dava vazão aos anseios dos peregrinos que consideravam a música como dom do Criador. Por sua vez, os Salmos e as canções foram sendo adaptadas ao público do novo mundo, sendo impressas e divulgadas em toda a região.

Os serviços religiosos semanais fizeram sua parte na formação musical do povo e longe dos ouvidos dos ministros, as canções passaram a abrigar versos mundanos adaptados, baladas populares foram apresentadas nos salões.

Logo abrem-se escolas de canto por toda parte, professores e também compositores passaram a publicar com muito sucesso seus livros.  A música como recreação ocupou seu lugar na vida da colônia, nas casas, nos salões e praças.  

Após a Guerra da Independência com o incremento do comércio com o Velho Mundo, Companhias de Ópera e músicos profissionais trazendo música europeia, chegam ao novo país, atraídos pelo grande progresso e crescimento. Apresentavam-se muitas vezes com o reforço de “cavalheiros privados”, os músicos locais, com muito sucesso de público. Logo Companhias foram formadas na América e excursionaram por todo o continente. 

Nesse ambiente de cultura musical religiosa e mundana, tanto o cancioneiro norte americano quanto o público desenvolveram e amadureceram seu próprio estilo e gosto com temas nacionais e regionais, agora com as influencias europeias e depois africanas. Com a influência europeia, a música popular norte americana fundiu a ópera à música popular e também à dança criando a comédia musical.

O fonógrafo, depois o rádio e a TV, levaram essa música à intimidade de todos os lares americanos. Isso proporcionou a consolidação de um grande público para a música, formado por ricos e pobres, jovens e velhos, analfabetos e letrados, nas cidades e no campo, todos tendo em comum a apreciação de uma música de boa qualidade.

A moderna música popular norte-americana - os Standards compostos principalmente entre os entre os anos de 1910 e 1960 nos Estados Unidos, criou um acervo de cerca de 1200 a 1400 canções imortais que sem dúvida formaram a grande contribuição do país à cultura mundial.

Ainda hoje, quando um grande ou uma grande artista pop e até alguns nem tanto, querem gravar um trabalho de repercussão maior que do seu público habitual, valem-se desse acervo monumental para formar o repertório.

É desse acervo de standards, juntamente com o jazz  que este Blog do BetoRocco irá dedicar uma parte significativa de seu conteúdo. Aguardem.

quarta-feira, 21 de março de 2018

O MISTÉRIO VEM COM OS NÚMEROS: 370 / 777 /239


Por: BetoRocco

Dia 08 de março de 2018 fez 4 anos o desaparecimento do voo 370 da Malasian Airlines.

Em rota de Kuala Lumpur para Pequim, depois de algumas poucas horas de voo e de trocar mensagens protocolares com o controle de tráfego aéreo, desapareceu dos radares.

O  Boeing 777, gigante de 135 toneladas, aparentemente descreveu uma curva que o colocou em rota para o sul e nunca mais foi visto. Com ele desapareceram 239 pessoas.

Todos os recursos conhecidos e secretos de busca e rastreamento foram empregados por dezenas de meses e se revelaram insuficientes para encontrar a aeronave.
Todas as hipóteses aventadas: sequestro por bandidos, por terroristas, roubo de tecnologia, queima de arquivo de certos passageiros, suicídio premeditado do(s) piloto(s). sem contar a tradicional “abdução por alienígenas”.

O voo 370 colocou “no radar” da opinião pública um acontecimento que parecia inusitado. Porém, o é apenas pela quantidade de vítimas. Só para melhor ilustrar, após o voo 370, mais 3 desaparecimentos de aeronaves ocorreram. Quem ficou sabendo?

Desde que o homem começou a voar com o mais pesado que o ar que esses desaparecimentos ocorrem. O planeta Terra é enorme e tem regiões inóspitas e até hoje não monitoradas.

Consultando a Wikipedia (link abaixo) podemos ver que: encontram-se no momento oficialmente desaparecidos, mais de 100 aeronaves de todo o tipo!


Ressalte-se que a lista só inclui aeronaves e pessoas que desapareceram por razões que nunca foram definidas, não considerando aqueles combatentes em guerras e qualquer conflito armado. 

Como era de se esperar, a maior quantidade dos desaparecimentos ocorreram nos primórdios da tecnologia aeronáutica e da capacidade de monitoramento e rastreio das aeronaves (média 1,5 aeronaves por ano). A média reduziu para menos da metade entre anos 1950 e 2000 (0,70) e despencou de novo no séc. 21( 0,48)

Parece pouca coisa “apenas’ 105 desaparecidos em pouco mais de 100 anos... e é!

Na verdade muitas aeronaves acidentadas ficam desaparecidas e acidentalmente são encontradas muito anos depois. Essas aeronaves saem da lista. 

Foi o caso de uma aeronave da British South American Airways. Em 2 de agosto de 1947,  voo CS59 deveria ter chegado em Santiago do Chile. Os destroços da aeronave foram encontrados somente 57 anos depois a 80 km do destino, em uma região de neves eternas. 

Densas coberturas de florestas, também são responsáveis por esconder quase que para sempre aeronaves acidentadas, só sendo encontradas por mero acaso. Pequenos aviões que voam até hoje pela Amazônia, ou pela Serra do Mar pertencem a essa categoria, como o helicóptero pilotado pelo Eng. João Verdi, que partiu de Angra dos Reis RJ para São José dos Campos SP. Desaparecido em janeiro de 2008, foi encontrado por mateiros somente um ano e meio depois.

Alguns outros desaparecimentos célebres: (fonte: Wikipedia)

Data
Aeronave
/Voo
Pessoa Notável
Tipo de Incidente
Local Estimado

02/jul/1937

Lockheed Electra 1E
Amelia Earhart /
Piloto
buscando circum-navegação o planeta

Possivelmente falta de combustível
Arredores da Ilha Howland (Pacífico Sul)

15/dez1944
UC64 Norseman
(Transporte Militar)
Maj Glenn Miller
Jazz Bandleader

Desconhecido
Canal da Mancha a caminho de Paris


30/jan/1979

Varig cargo Boeing 707-323C
Cmte.Gilberto Araújo da Silva (herói do acidente Varig de Orly)
Perda do acervo de 153 obras do pintor japonês Mabe


Desconhecido
a 30 min de voo do ponto de origem, Tokio a caminho de Los Angeles

A indústria da aviação: fabricantes, empresas de transportes, agencias reguladoras, de controle de voo e segurança, etc., vendem aos consumidores e ao público um nível de segurança do processo que é alto, mas será?

Com certeza! A quantidade de acidentes / passageiro/km coloca a aviação de longe como o meio de transporte mais seguro que existe.

Mesmo assim o impacto de um acidente com esses gigantes, sempre afeta as nossas emoções.  
... e mexe com a nossa imaginação.